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  Dicas sobre Antiguidades

CUPINS: UM PROBLEMA SÉRIO...

 

Caso uma colônia de cupins resolva perturbá-lo, você pode eliminá-los com um processo ecologicamente correto: eles morrem SOB CONGELAMENTO!

Infelizmente tem móveis/peças que não cabem num freezer. E outra: esse procedimento NÃO imuniza a madeira para eventuais novos ataques de OUTROS cumpins. Aí o jeito é recolocar a peça no freezer e eliminar o novo ataque de cupins.

Mas vale a dica para pequenas peças de madeira.

Há empresas especializadas no combate ao cupim que trabalham com câmaras frigoríferas (para móveis grandes). Procure na sua cidade!

Como saber o valor de uma antiguidade?

O valor das antiguidades obedece a certos padrões fixos, como o material, o estado de conservação, marca, procedência, idade, raridade e, é claro, oscilam conforme a famosa "Lei da Oferta e da Procura". Ou seja, quanto mais cobiçada a peça, maior será o seu valor. Outros fatores influenciam no valor final das peças e que são muito subjetivos. O valor ESTIMATIVO, por exemplo. Um objeto simples, modesto, pode ter um valor sentimental gigantesco. Da mesma forma, objetos raros e caros (comercialmente falando) podem adquirir valores insignificantes que podem chegar até o desprezo total.

Quando um objeto se torna uma antigüidade?

A História do Brasil é muito recente. Temos pouco mais de 500 anos. Isto influencia diretamente no conceito do que nós, brasileiros, consideramos "antiguidade". Por isso, é comum encontrar-se em ANTIQUÁRIOS, peças da década de 50. Ou mesmo peças "COLECIONÁVEIS", como os famosos pingüins de geladeira, em moda nos anos 60. O valor ARTÍSTICO é outro fator muito relevante. É claro que o objetivo dos antiquários é comercializar peças com idade bem maior. Com mais de 100 anos. Mas nem sempre isso é possível. Nos anos 20 entrou em moda um estilo que é muito apreciado pelos brasileiros de um modo geral, por suas linhas simétricas e geométricas: o estilo ART DECÓ. Peças desse período são encontradas em antiquários. Nos Estados Unidos, as antigüidades são avaliadas de diversas formas. Para algumas pessoas, uma antigüidade é apenas algo que existe há mais de 100 anos, mas para outros, um objeto só pode ser chamado de antigüidade se tiver sido fabricado por volta do ano de 1700, ou antes. Já na Europa, se pode encontrar, em antiquários, móveis e objetos com 400 ou 500 anos. Ou mais.

Como reconhecer-se uma antiguidade é uma imitação?
Há diversas formas de se identificar uma antigüidade. A primeira pista é o trabalho de marcenaria. Os móveis industrializados só começaram a ser fabricados por volta de 1860. Se o móvel tiver gavetas, retire uma delas everifique onde as partes frontal e traseira estão fixadas nas laterais.

Se uma dobradiça foi encaixada à mão, os encaixes são poucos e não exatamente iguais. Se o espaçamento e o corte dos encaixes forem precisos, você estará diante de um móvel industrializado. Encaixes feitos à mão quase sempre indicam que a peça foi fabricada antes de 1860. Olhe bem no lado de baixo, nas laterais e na parte traseira. Se a madeira apresentar entalhes ou cortes, provavelmente foram feitos com alguma espécie de plaina ou corta-chefe. Marcas retas de serra também indicam que a peça é antiga. Se a madeira mostrar marcas circulares ou em forma de arco, foi cortada por uma serra circular, que só começou a ser utilizada por volta de 1860. Outro indício de que a peça é industrializada é a simetria exata. Nos móveis feitos à mão, travessas, ripas, bilros, embaladeiras e componentes de diâmetros pequenos não são uniformes. Examine essas peças cuidadosamente. Pequenas diferenças de tamanho ou formato não são fáceis de detectar. Uma peça de antigüidade legítima pode não ter o corte perfeito, mas sua reprodução com os mesmos componentes terá porque o corte é feito à máquina.
O acabamento na madeira também pode ajudá-lo a saber em que data a peça foi fabricada. Até a era vitoriana, a goma-laca era o único acabamento claro para superfícies; a laca e o verniz só foram desenvolvidos na metade dos século XIX. O acabamento de qualquer peça fabricada antes de 1860 em geral é goma-laca. Se a peça for muito antiga, talvez tenha óleo, cera ou tinta de caseína. Peças finas antigas, em geral, são acabadas com laca francesa, uma variação da goma-laca. Um acabamento em laca ou verniz indica que aquela peça certamente foi fabricada mais tarde.
A madeira em si é a pista final. Móveis muito antigos, fabricados antes do século XVIII, em geral são feitos de carvalho, mas, a partir desta época, o mogno e a imbuia passaram a ser amplamente utilizados. Nos Estados Unidos, o pinheiro era muito utilizado porque era uma madeira fácil de encontrar e de se trabalhar. Móveis de melhor qualidade podem ser feitos de bordo, carvalho, imbuia, cerejeira ou mogno. Mas pelo fato de sempre as mesmas madeiras serem utilizadas na fabricação de móveis, o trabalho artesanal e o acabamento provavelmente são indicadores mais confiáveis da idade da madeira.

Como limpar cubas e pias de porcelana e banheiras?

Para clarear cubas ou banheiras, encha o recipiente com água morna, adicione água sanitária e deixe agir por 30 minutos. Depois enxague bem.
Para as manchas mais profundas, use água oxigenada 20 volumes e com uma escova resistente esfregue o local atingido. As manchas resistentes de pias, podem ser removidas com a aplicação da pasta de bórax (encontrado em farmácias), suco de limão e água sanitária. Deixe agir por 2 horas e depois enxague.

Como eliminar mofo e manchas dos armários?

Evite o mofo com pedaços de giz colocados dentro de saquinhos de pano e distribuídos dentro do móvel.
Para retirar o cheiro e manchas, ferver um litro de vinagre e despejar em uma vasilha sem tampa, colocando-a dentro do móvel com as portas fechadas por até 3 horas. Após retirar a vasilha, passe um pano molhado no vinagre por dentro e por fora do móvel. Deixe-o aberto por várias horas para que seque bem.

Como conservar e proteger móveis?

Em móvel escuro use óleo de peroba, que hidratará a madeira, deixando-a brilhosa com uma película protetora. Não use óleo de peroba em madeira clara e porosa, com a absorção, poderá tingir e manchar.
Móvel exposto ao sol, use cera para carro com filtro solar.
Para conservar a madeira, passe cera incolor pastosa com silicone, a cada 15 dias. Deste modo, a cera formará uma película protetora.
Móvel com laminado lascado, o aconselhável é substituir a parte danificada ou aplicar uma mistura de cola branca e serragem de madeira da cor do móvel.
Se a tonalidade do móvel é intermediária entre o claro e escuro, use cera de abelha para tapar o furo.

Como saber se um móvel tem ou não cupim?

Ao comprar um móvel antigo ou antiguidade examine se está sem cupins. Para ter certeza da inexistência dos mesmos faça o seguinte teste:
Bata com um objeto (caneta, chave de fenda) cuidadosamente para não marcar o móvel, em toda a superfície. Se o som for diferente em alguma parte, repita a operação das batidas. Neste local podem existir ninhos de cupins, parte interna oca da madeira. Se houver interesse na peça solicite a eliminação dos cupins.
Cuidado para não comprar "gato por lebre":
Cuidado com as cores do mobiliário. Graxa de sapato, anilina, betume, parafina e palha de aço são métodos utilizados por maus profissionais, para transformar pinho em mogno ou imbuia, ou para envelhecer artificialmente uma peça.

Quais as madeiras comumente usadas na confecção de móveis antigos?

As espécies das madeiras são um indicativo primário para se aceitar como data de determinada peça. As árvores são regionais. E algumas espécies crescem somente em determinadas regiões. Muitas madeiras são embarcadas e beneficiadas em outros países.
As madeiras mais utilizadas no mobiliário antigo foram:
Madeiras escuras: Jacarandá, Mogno, Nogueira, Pau-rosa e Cedro
Madeiras claras: Louro, Louro-Freijó, Carvalho, Macieira, Pinheiro (araucária), Sucupira e Vidoeiro.

LEILÕES: NÃO ARREMATE SEM ANTES ...

Ir às exposições que antecedem o leilão de arte para verificar detalhes e o real estado da peça. Uma peça de cristal ou vidro que esteja trincada pode perder todo o valor comercial.
Escolher, na visita, a peça que vai arrematar, pois no leilão os lances são rápidos, e você pode comprar algo por impulso.
Tirar, ainda na exposição, todas as dúvidas sobre a procedência e o valor dos lotes com o leiloeiro.
Se possível, fazer a visita acompanhado de alguém que entenda de arte e antiguidades e que diga quais as melhores peças.
Comprar poucas peças, masde qualidade é sempre melhor do que muitas modestas e que não possuem valor comercial algum.
Avaliar as peças pelo seu valor artístico-comercial.
Você deve ter consciência que quem arrematou o produto deve preencher um cheque-caução, que pode ser descontado em 24 horas pelo leiloeiro, se o pagamento não for efetuado.
Não esqueça de acrescentar ao seu lance, a comissão do leiloeiro que normalmente é de 10% sobre o valor da venda.

BONECAS ANTIGAS

a) MARCAS
As marcas podem ser encontradas em algumas peças, debaixo do cabelo, na nuca e na parte detrás do ombro. Algumas bonecas podem ainda ter selos ou etiquetas prendidas ao corpo. Assim pode-se identificar o fabricante, origem, número do modelo e tamanho.

b) ANTES DE COMPRAR ...
Analise as partes individualmente da peça e verifique as condições e se são originais. Principalmente se a cabeça e o corpo pertencem a mesma peça. Pode ocorrer a substituição do corpo devido a danificações ocorridas, o que influencia significativamente no valor da boneca.

COMO LIMPAR ALABASTRO?
Os objetos de alabastro amarelados pelo pó ou pelo fumo, ficarão limpos se forem lavados com água e sabão e depois enxaguados com água pura. Em seguida esfregue-os com um pedaço de camurça. Se as peças estiverem manchadas de gordura, limpe-as com talco ou essência de terebintina.

COMO LIMPAR PEÇAS DE ESTANHO
Para a limpeza e conservação das peças de estanho você deve usar apenas sabão de côco e água morna. Para dar brilho passe um pano embebido em querosene, e depois lustre com flanela seca.

COMO LIMPAR PRATA
1) Os talheres de prata depois de lavados e limpos com produto especial para prata (encontrados com facilidade no comércio) e enxugados, se forem envolvidos em papel de seda preto, ou em um saco de plástico, permanecerão com brilho por mais tempo.
2) Para recuperar o brilho do faqueiro de prata guardado por muito tempo: Mergulhe os talheres por dez minutos numa solução de 1 litro de água fervente, 1 colher de sopa de sabão em pó e 2 colheres de amônia. Depois, lave-os na torneira em água quente e, em seguida, em água fria.

COMO CONSERVAR SEUS ESPELHOS?
Para os espelhos amarelados, sem brilho e com manchas existem maneiras de reparar esses estragos.
1. Quando os espelhos estiverem muito embaçados, passe, um pedaço de jornal amassado embebido em álcool. A seguir, finalize a limpeza com outro jornal seco.
2. Para tirar manchas de tinta, tente aplicar, com um pedaço de pano, um pouco de vinagre aquecido.
3. Para reavivar o reflexo do espelho passe vinagre misturado com água, em partes iguais, e enxugue com flanela.
4. Evite deixar qualquer tipo de espelho exposto ao sol. A luz e o calor prejudicam, tornando-os turvos e escuros, com manchas escuras irremovíveis.
IMPORTANTE
Antes de utilizar os métodos sugeridos, SEMPRE o faça em uma pequena parte do objeto, observando o resultado, somente se ficar bom, então aplique-o nas partes necessárias da peça.
Legitimidade das peças
Ao se procurar por peças antigas, é importante certificar-se da veracidade das informações fornecidas pelo vendedor, tais como origem, data, se foi alterada ou se sofreu restauração, e se é cópia, réplica ou original.
Observe com atenção as cores dos móveis. Pessoas levianas se utilizam de graxa de sapato, betume, anilina, palha de aço e parafina para tentar fazer com que o pinho se pareça com mogno ou imbuia, para "envelhecer" uma peça. Madeiras utilizadas na confecção de móveis antigos. Um indicativo primário para se avaliar a data e origem de uma determinada peça é a espécie da madeira utilizada em sua confecção. Algumas espécies de árvore crescem somente em determinadas regiões. Porém, muitas madeiras são levadas para outros países, onde são então beneficiadas. Madeiras claras: Faia, Macieira, Olmo, Pinheiro e Vidoeiro. Madeiras escuras: Carvalho, Jacarandá, Mogno, Nogueira, Pau-rosa e Teixo.

Estado de conservação:

Antes de adquirir qualquer tipo de antigüidade, examine cuidadosamente seu estado de conservação.
Ao comprar um móvel ou uma peça de madeira antigos examine se existe a presença de cupins batendo cuidadosamente, para não marcar o móvel, com um objeto (chave de fenda ou caneta, por exemplo) em toda a sua superfície. Repita a batida caso ouça um som diferente em alguma parte. Neste local podem existir cupins, em parte interna oca da madeira.

Em que semana foi realizada a Semana de Arte Moderna de 1922?

A Semana de Arte Moderna de 1922 aconteceu em apenas três dias: 13, 15 e 17 de fevereiro. O primeiro deles tratou de pintura e escultura, o segundo foi dedicado à literatura e à poesia e o terceiro dia ficou para a música. O evento, realizado no Teatro Municipal de São Paulo, foi o grande marco do Modernismo no Brasil.

O século XXI começou oficialmente em 1º de janeiro do ano 2000 ou no dia 1º de janeiro de 2001?

Começou no dia 1º de janeiro de 2001, uma segunda-feira. Nunca existiu o ano 0 em nosso calendário, certo? Começamos a contar do ano 1. Assim, somando 2 mil anos ao ano 1, teremos 2001. Na passagem do século XIX para o XX, no entanto, as duas datas foram bastante festejadas.

Por que dizem que os nobres têm sangue azul?

Na verdade, todos nós temos. As veias têm paredes finas e azuladas e por isso podemos ver o sangue venoso que elas carregam; esse sangue, pouco oxigenado, tem um tom que tende para o azul. Isso é mais perceptível em pessoas de pele clara e antigamente o chique era não tomar sol e ter a pele bem branquinha. Como só os nobres não precisavam trabalhar no campo, embaixo do sol, era mais fácil ver "sangue azul" deles do que o do resto das pessoas.

Por que é comum os cofres serem retratados na forma de porco?

No século XVIII, as pessoas guardavam moedas em potes feitos com uma argila chamada pygg. Certa vez, um ceramista não muito familiarizado com o assunto recebeu uma encomenda de algumas peças deste material e imaginou que o cliente queria compartimentos com aparência de pig (porco, em inglês). Assim nasceram os cofres em forma de porquinhos, hoje tradicionais em todo o mundo.

Qual é a origem da expressão "santo do pau oco"?

Durante o século XVII, as esculturas de santos que vinham de Portugal eram feitas de madeira. A expressão surgiu porque muitas delas chegavam ao Brasil recheadas de dinheiro falso. No ciclo do ouro, os contrabandistas costumavam enganar a fiscalização recheando os santos ocos com ouro em pó. No auge da mineração, os impostos cobrados pelo rei de Portugal eram muito elevados. Para escapar do tributo, os donos de minas e os grandes senhores de terras da colônia colocavam parte de suas riquezas no interior de imagens ocas de santos. Algumas, normalmente as maiores, eram enviadas a parentes de outras províncias e até de Portugal como se fossem presentes. Outra versão vem de São Vibaldo, retratado sempre dentro de um tronco de madeira.

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(curiosidade): ORIGEM DE ALGUNS DITADOS POPULARES

JURAR DE PÉS JUNTOS:
- Mãe, eu juro de pés juntos que não fui eu.
A expressão surgiu através das torturas executadas pela Santa Inquisição, nas quais o acusado de heresias tinha as mãos e os pés amarrados (juntos) e era torturado pra dizer nada além da verdade. Até hoje o termo é usado pra expressar a veracidade de algo que uma pessoa diz.



MOTORISTA BARBEIRO:

- Nossa, que cara mais barbeiro!
No século XIX, os barbeiros faziam não somente os serviços de corte de cabelo e barba, mas também, tiravam dentes, cortavam calos, etc, e por não serem profissionais, seus serviços mal feitos geravam marcas. A partir daí, desde o século XV, todo serviço mal feito era atribuído ao barbeiro, pela expressão "coisa de barbeiro". Esse termo veio de Portugal, contudo a associação de "motorista barbeiro", ou seja, um mau motorista, é tipicamente brasileira.


TIRAR O CAVALO DA CHUVA:

- Pode ir tirando seu cavalinho da chuva porque não vou deixar você sair hoje!
No século XIX, quando uma visita iria ser breve, ela deixava o cavalo ao relento em frente à casa do anfitrião e se fosse demorar, colocava o cavalo nos fundos da casa, em um lugar protegido da chuva e do sol. Contudo, o convidado só poderia pôr o animal protegido da chuva se o anfitrião percebesse que a visita estava boa e dissesse: "pode tirar o cavalo da chuva". Depois disso, a expressão passou a significar a desistência de alguma coisa.


À BEÇA:

- O mesmo que abundantemente, com fartura, de maneira copiosa. A origem do dito é atribuída às qualidades de argumentador do jurista alagoano Gumercindo Bessa, advogado dos acreanos que não queriam que o Território do Acre fosse incorporado ao Estado do Amazonas.



DAR COM OS BURROS N'ÁGUA:

A expressão surgiu no período do Brasil colonial, onde tropeiros que escoavam a produção de ouro, cacau e café, precisavam ir da região Sul à Sudeste sobre burros e mulas. O fato era que muitas vezes esses burros, devido à falta de estradas adequadas, passavam por caminhos muito difíceis e regiões alagadas, onde os burros morriam afogados. Daí em diante o termo passou a ser usado pra se referir a alguém que faz um grande esforço pra conseguir algum feito e não consegue ter sucesso naquilo.



GUARDAR A SETE CHAVES:

No século XIII, os reis de Portugal adotavam um sistema de arquivamento de jóias e documentos importantes da corte através de um baú que possuía quatro fechaduras, sendo que cada chave era distribuída a um alto funcionário do reino.
Portanto eram apenas quatro chaves. O número sete passou a ser utilizado devido ao valor místico atribuído a ele, desde a época das religiões primitivas. A partir daí começou-se a utilizar o termo "guardar a sete chaves" pra designar algo muito bem guardado.


OK:

A expressão inglesa "OK" (okay), que é mundialmente conhecida pra significar algo que está tudo bem, teve sua origem na Guerra da Secessão, no EUA. Durante a guerra, quando os soldados voltavam para as bases sem nenhuma morte entre a tropa, escreviam numa placa "0 killed" (nenhum morto), expressando sua grande satisfação, daí surgiu o termo "OK".


ONDE JUDAS PERDEU AS BOTAS:

Existe uma história não comprovada, de que após trair Jesus, Judas enforcou-se em uma árvore sem nada nos pés, já que havia posto o dinheiro que ganhou por entregar Jesus dentro de suas botas. Quando os soldados viram que Judas estava sem as botas, saíram em busca delas e do dinheiro da traição. Nunca ninguém ficou sabendo se acharam as botas de Judas. A partir daí surgiu à expressão, usada pra designar um lugar distante, desconhecido e inacessível.


PENSANDO NA MORTE DA BEZERRA:

A história mais aceitável para explicar a origem do termo é proveniente das tradições hebraicas, onde os bezerros eram sacrificados para Deus como forma de redenção de pecados. Um filho do rei Absalão tinha grande apego a uma bezerra que foi sacrificada. Assim, após o animal morrer, ele ficou se lamentando e pensando na morte da bezerra. Após alguns meses o garoto morreu.


PARA INGLÊS VER:

A expressão surgiu por volta de 1830, quando a Inglaterra exigiu que o Brasil aprovasse leis que impedissem o tráfico de escravos. No entanto, todos sabiam que essas leis não seriam cumpridas, assim, essas leis eram criadas apenas "pra inglês ver". Daí surgiu o termo.


RASGAR SEDA:

A expressão que é utilizada quando alguém elogia grandemente outra pessoa, surgiu através da peça de teatro do teatrólogo Luís Carlos Martins Pena. Na peça, um vendedor de tecidos usa o pretexto de sua profissão pra cortejar uma moça e começa a elogiar exageradamente sua beleza, até que a moça percebe a intenção do rapaz e diz: "Não rasgue a seda, que se esfiapa".


O PIOR CEGO É O QUE NÃO QUER VER:

Em 1647, em Nimes, na França, na universidade local, o doutor Vicent de Paul D`Argent fez o primeiro transplante de córnea em um aldeão de nome Angel. Foi um sucesso da medicina da época, menos pra Angel, que assim que passou a enxergar ficou horrorizado com o mundo que via. Disse que o mundo que ele imaginava era muito melhor. Pediu ao cirurgião que arrancasse seus olhos. O caso foi acabar no tribunal de Paris e no Vaticano. Angel ganhou a causa e entrou pra história como o cego que não quis ver.


ANDA À TOA:

Toa é a corda com que uma embarcação reboca a outra. Um navio que está à toa é o que não tem leme nem rumo, indo pra onde o navio que o reboca determinar.


QUEM NÃO TEM CÃO, CAÇA COM GATO:

Na verdade, a expressão, com o passar dos anos, se adulterou. Inicialmente se dizia quem não tem cão caça como gato, ou seja, se esgueirando, astutamente, traiçoeiramente, como fazem os gatos.


DA PÁ VIRADA:

A origem do ditado é em relação ao instrumento, a pá. Quando a pá está virada pra baixo, voltada pro solo, está inútil, abandonada decorrentemente pelo Homem vagabundo, irresponsável, parasita.


NHENHENHÉM:

Nheë, em tupi, quer dizer falar. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, os indìgenas não entendiam aquela falação estranha e diziam que os portugueses ficavam a dizer "nhen-nhen-nhen".


VAI TOMAR BANHO:

Em "Casa Grande & Senzala", Gilberto Freyre analisa os hábitos de higiene dos índios versus os dos colonizadores portuguêses. Depois das Cruzadas, como corolário dos contatos comerciais, o europeu se contagiou de sífilis e de outras doenças transmissíveis e desenvolveu medo ao banho e horror à nudez, o que muito agradou à Igreja. Ora, o índio não conhecia a sífilis e se lavava da cabeça aos pés nos banhos de rio, além de usar folhas de árvore pra limpar os bebês e lavar no rio as redes nas quais dormiam. Ora, o cheiro exalado pelo corpo dos portugueses, abafado em roupas que não eram trocadas com freqüência e raramente lavadas, aliado à falta de banho, causava repugnância aos índios. Então os índios, quando estavam fartos de receber ordens dos portugueses, mandavam que fossem "tomar banho".


ELES QUE SÃO BRANCOS QUE SE ENTENDAM:

Esta foi das primeiras punições impostas aos racistas, ainda no século XVIII. Um mulato, capitão de regimento, teve uma discussão com um de seus comandados e queixou-se a seu superior, um oficial português. O capitão reivindicava a punição do soldado que o desrespeitara. Como resposta, ouviu do português a seguinte frase: "Vocês que são pardos, que se entendam". O oficial ficou indignado e recorreu à instância superior, na pessoa de dom Luís de Vasconcelos (1742-1807), 12° vice-rei do Brasil. Ao tomar conhecimento dos fatos, dom Luís mandou prender o oficial português que estranhou a atitude do vice-rei. Mas, dom Luís se explicou: Nós somos brancos, cá nos entendemos.


A DAR COM O PAU:

O substantivo "pau" figura em várias expressões brasileiras. Esta expressão teve origem nos navios negreiros. Os negros capturados preferiam morrer durante a travessia e, pra isso, deixavam de comer. Então, criou-se o "pau de comer" que era atravessado na boca dos escravos e os marinheiros jogavam sapa e angu pro estômago dos infelizes, a dar com o pau. O povo incorporou a expressão.


ÁGUA MOLE EM PEDRA DURA, TANTO BATE ATÉ QUE FURA:

Um de seus primeiros registros literário foi feito pelo escritor latino Ovídio (43 a.C.-18 d.C), autor de célebres livros como "A arte de amar "e "Metamorfoses", que foi exilado sem que soubesse o motivo. Escreveu o poeta: "A água mole cava a pedra dura". É tradição das culturas dos países em que a escrita não é muito difundida formar rimas nesse tipo de frase pra que sua memorização seja facilitada. Foi o que fizeram com o provérbio, portugueses e brasileiros.
Viva o Centro a Pé
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Informações sobre o SITE do Caminho dos Antiquários: (51) 3224.2889 ou 9971.7413

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